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sábado, 12 de outubro de 2013

Manuel Bandeira: Alumbramento

Alumbramento by Manuel Bandeira

Nesse poema Bandeira demonstra a um só tempo o efeito da nudez feminina na mente do Poeta, quanto confessa sua ingenuidade, quase castidade, frente a essa maravilhosa visão do Céu!
Lustato Tenterrara


ALUMBRAMENTO

Eu vi os céus! Eu vi os céus!
Oh, essa angélica brancura
Sem tristes pejos e sem véus!

Nem uma nuvem de amargura
Vem a alma desassossegar.
E sinto-a bela… e sinto-a pura…

Eu vi nevar! Eu vi nevar!
Oh, cristalizações da bruma
A amortalhar, a cintilar!

Eu vi o mar! Lírios de espuma
Vinham desabrochar à flor
Da água que o vento desapruma…

Eu vi a estrela do pastor…
Vi a licorne alvinitente!…
Vi… vi o rastro do Senhor!…

E vi a Via-Láctea ardente…
Vi comunhões… capelas… véus…
Súbito… alucinadamente…
Vi carros triunfais… troféus…
Pérolas grandes como a lua…
Eu vi os céus! Eu vi os céus!

- Eu vi-a nua… toda nua!

Clavadel, 1913.


Links relacionados:

http://coisasquedevemossaber.blogspot.com.br/2010/07/alumbramento-by-manuel-bandeira.html


http://ka-entre-nos.blogspot.com/2010/07/vi-os-ceus-eu-vi-os-ceus-eu-vi-nua-toda.html

"Eu vi os céus, eu vi os céus (...) Eu vi-a nua. Toda nua!":

Alumbramento, de Manuel Bandeira

"Desde a primeira vez que conhecemos "Alumbramento", de Manuel Bandeira, presentimos a sua grandeza tanto em face da perfeição da inocência encontrada no autor de Pasárgada (leia-se com som de "z", conforme áudio produzido pelo próprio Manuel Bandeira).
"Eu vi os Céus, eu vi os Céus (...) Eu vi-a nua. Toda nua!"
Esses versos, em "Alumbramento", resumem e confessam inocência e castidade. Ou não! Pois mesmo ao mais incasto dos homens, ver uma mulher, uma determinada mulher, objeto do seu (nosso) desejo, "nua, toda nua, sem tristes pejos e sem véu", é a nós considerado 'ver os céus'.
Bandeira é, sempre, uma especial leitura."
(by Lustato Tenterrara)



segunda-feira, 18 de março de 2013

Quando Hoje Acordei Ainda Fazia Escuro


Quando Hoje Acordei Ainda Fazia Escuro

(Manuel Bandeira)

"Quando hoje acordei ainda fazia escuro.
Chovia.
(...)
Bebi o café que eu mesmo preparei.
(...)
Depois me deitei novamente. Acendi um cigarro e fiquei pensando -- humildemente pensando -- na vida, e nas mulheres que amei!"
(Manuel Bandeira)

Considerações acerca deste texto em prosa do grande literato Manuel Bandeira
by Lustato Tenterrara

Quando li esse texto pela vez primeira, senti-o como um poema, embora o texto seja em prosa. É que o modo de escrever do literato Manuel Bandeira é algo assim entre o sublime e o maravilhoso. Os versos acima eu os incluí no nosso texto juvenil "Zóio de Lula: Para Gostar de Ler e Escrever", que é uma crônica literária onde deslanchamos em apreciações literárias sobre a arte de escrever, de ler, e de gostar.

O início deu-se com os versos iniciais do pop-rock da Banda Charlie Brown Jr, onde decantamos Chorão, e de onde pegamos emprestado parte do título, de vez que a música é de uma beleza plástica impecável, passamos pelos grandes mestres da literatura em língua portuguesa, outros não ainda reconhecidos, alguns famosos anônimos, isto é, desconhecidos do público, passeamos com Drummond, no seu grito onde a si, denomina "Meu nome é Tumulto, e escreve-se na pedra!", o que é uma linguagem muito forte, inclusive os belos versos anteriores. E perto do fim de nossa crônica literária os versos de Manuel Bandeira.

A vida é interessante. O desviver, também. Essa semana o nosso literato Chorão perdeu sua última batalha contra as drogas, e assim sendo, perdeu a guerra. Decerto que a droga é algo assim maravilhoso, no entanto logo mostra a sua cara de morte. E sempre pensamos que serão outros e nunca a gente. Graças a Deus e à nossa vontade, nós ganhamos nossa última batalha contra as drogas, e vencemos a guerra, a nossa, pessoal, personalíssima. E a lição que ficou foi que somente nós é que podemos vencer, desejar não desejar a droga não leva à vitória. A vitória contra as drogas a nós somente foi confiada quando deixamos de desejar a droga. Apenas fizemos um calendário demarcando um ritmo de desaceleração, de modo a não necessitar de remédios e de não sofrer os efeitos da abstensão. Seguimos fielmente o nosso calendário e no dia marcado para ser o último, e especialmente os três últimos, espaçados 15, 30 e 45 dias um do outro, deram-me a certeza de que daquela vez eu encontrara um meio de sair. E saí! Mas como bem profetizou Cazuza, "meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder!".

Segue Cazuza, recebe Chorão. Desçam a Estrada do Corcovado, do Cristo Redentor, de skate, enquanto eu não acendo o cigarro, e me deito novamente e fico a pensar... "-- Humildemente a pensar -- na vida --  e nas mulheres que amei!"
by William Gregor Fields



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